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EUA investigam gigantesco vazamento de dados de funcionários federais

Os Estados Unidos teriam descoberto que informações de pelo menos 4 milhões de funcionários públicos foram expostas por um grupo de hackers
Por James Niccolai - do IDG News Service



hackers digital 625

Os Estados Unidos confirmaram hoje que estão investigando um gigantesco vazamento de dados pessoais de funcionários públicos federais dos EUA. Segundo a informação, mais de 4 milhões de funcionários teriam tido informações expostas por um ataque de hackers, possivelmente chineses.
A notícia foi publicada pelo The Wall Street Journal citando uma fonte anônima que descreveu o problema como sendo "um dos maiores roubos de dados governamentais já vistos". O ataque teria sido disparado contra o Departamento de Gestão de Pessoas (OPM), um escritório do governo federal responsável por contratar e reter funcionários governamentais. O mesmo escritório teria sofrido um outro ataque no ano passado, mas de diferente natureza aparentemente.
O Departamento de Homeland Security confirmou a brecha de segurança, informando que dados do OPM e do Departamento do Interior foram comprometidos no início do mês de maio, segundo notícia publicada pela agência Associated Press. Segundo o Homelandy Security, o sistema que detectou o ataque chama-se Einstein. O FBI está investigando para determinar que agências federais foram afetadas, embora potencialmente possam ser todas elas, segundo a reportagem do jornal.
O OPM é responsável por fazer a maioria das pesquisas sobre dados pessoais dos candidatos a trabalhar numa repartição federal e a grande pergunta é se informações sobre funcionários das agências de Inteligência americanas também foram expostas. No ano passado, o OPM e o Homeland Security pararam de fazer investigações sobre o passado dos candidatos por meio de uma empresa terceirizada na Virgínia, depois que a empresa informou que sua rede teria sido invadida por um ataque que, aparentemente, não tem relação com o ataque deste ano.
A China é usualmente escalada como suspeita em ataques que visam o governo federal ou que tenham abrangência nacional, mas não está claro ainda que evidências os investigadores têm em mãos que apontam de fato para aquele país no caso desse ataque. Oficiais do governo disseram, de forma anônima, ao WSJ que a China é um suspeito, mas também confirmaram que a investigação está em aberto